A NATUREZA BIBLICA DA IDOLATRIA


 O PERFIL BÍBLICO DE UM ÍDOLO

 

C. J. Jacinto

 


A ordem: Não farás imagem de escultura. A ampliação da ordem: Nem alguma semelhança do que há encima nos céus... (Deus, os santos redimidos, os anjos etc.) A característica bíblica contextual ao Antigo e Novo Testamento ao que pode ser considerado um ídolo é seu caráter litúrgico: cultuar, venerar, se prostrar, orar, pedir proteção, dirigir louvores, se ajoelhar. (Êxodo 20:4)

A acusação divina: “Fizestes imagens de homens” e a finalidade dessa imagem: cultuar  “E te prostituíste com elas” (Ezequiel 16:17)

Deuteronômio 4:16 faz advertências contra fazer alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homens ou de mulher.

Acusação divina: “Ajoelha-se diante dela, e se inclina,  e roga-lhe” (Isaías 44:17) A ordem desobedecida: “Não te encurvarás a elas” (Êxodo 20:5)

Acusação divina: “Diante delas se prostram e se inclinam” (Isaías 46:6)

A Origem e as características de um ídolo: “Assalariam ourives, e ele faz uma divindade, e diante dele se prostram e se inclinam sobre seus ombros o tomam, o levam, e o põem no seu lugar. do seu lugar não se move, e se alguém clama a ele, resposta nenhuma dá” (Isaías 46:3) Podem também ser pinturas em paredes (Ezequiel 8:12)

Descrição de um ídolo: Estatuas e imagem de escultura (Levítico 26:1)

Obra das mãos dos homens (Salmo 115:4)

É objeto de veneração (Atos 19:27) miniaturas e replicas são fabricadas para uso cultual (Atos 19:24) os nichos descritos em Atos 19 eram miniaturas do templo de uma deusa chamada Diana (Estatua de uma mulher) servia para o uso de devoções pessoais e outras funções religiosas praticadas pelos devotos e era muito popular, Eféso era o centro desse culto, centenas de milhares de devotos iam peregrinar nesse centro religioso e o acumulo de pessoas era uma oportunidade para explorar o turismo religioso e muitos tiravam proveito disso para ganhar dinheiro. Essas miniaturas do templo da deusa continha geralmente uma imagem dela, e eram feitos de material nobre (prata) ou de materiais inferiores como terracota ou madeira para oferecer preços mais acessíveis aos devotos pobres.

A historia bíblica narra que em tempos de escuridão espiritual a idolatria se mistura com crenças verdadeiras (Êxodo 32:4 a 6 com Salmos 106:19 a 20) Isso rendeu aos praticantes, celebração com procissões, danças, alegrias e festa (Atos 7:41) Na época de acabe, a religião bíblica sofreu uma mistura espiritual, o povo Cultuava ao Deus do profeta Elias, mas também cultuavam a divindades falsas, esse sincretismo religioso foi promovido por Jezabel, o profeta Elias acusou o povo de coxear em dois pensamentos (I Reis 18:21) eles criam e não negavam o verdadeiro Deus, mas também não criam na suficiência e poder dEle,  os baalins se tornaram os deuses mediadores e assessores. Um pouco de fermento levedou toda a massa (Gálatas 5:9)

Muitas vezes essa idolatria estava associada à evocação de mortos (Salmos 106:28 e I Samuel 28:14 e 15) O culto idolatra seguido de sacrifícios era considerado por Paulo como oferenda aos demônios (I Coríntios 10:20)

Considerações centrais sobre o praticante:

Criam que as estatuas, figuras representavam a divindade e incorporavam o espírito da divindade (Explica a pratica da invocação seguida de mediunidade, ou receber uma mensagem da divindade”

A idolatria recorre a crença falsa de que uma criatura possui onipresença: “A majestade daquela que toda a Ásia (Naquela época era uma província romana) e o mundo veneram” (Atos 19:27) a crença implícita nessa declaração é : primeiro; que a deusa venerada podia ouvir as petições e preces de todos na Ásia e no mundo inteiro, isso significa onipresença. Se respondia a todos, isso significa onipotência e se podia guardar as petições e conhecer todos o que a invocavam significa que eles criam que, suponho eu, ela era onisciente.

Até certo ponto, pelo que pode ser descrito de Atos 19 e o contexto cultural, parece que era crida como uma deusa de causas impossíveis.

 

Idolatria refinada

Em Mateus 6:24 e Lucas 16:13 Jesus fala acerca de Mamom, essa é uma palavra aramaica (mamonas) que significa “riqueza” e “bens materiais”, todas as vezes que as riquezas e os bens materiais exercem senhorio na vida de uma pessoa, isso também passa a ser idolatria funcional. “A avareza que é idolatria” (Colossenses 3:5)

Conclusão: A idolatria é pragmática, sempre será exercido por meio do pragmatismo. Seus praticantes  e defensores usam o argumento dos benefícios e vantagens, seja de ordem catequética ou querigmatica que ela pode oferecer.  Esse é o núcleo do argumento da pratica da idolatria, auxilia na fé, promove emoções e o exercício da fé. Por esse motivo, a pratica da idolatria é tão sedutora, não se usa a autoridade das Escrituras para justificá-las, mas o pragmatismo.

A prova bíblica: Jeremias 44:15 a 19. As mulheres judias no Egito defendiam abertamente a adoração á “rainha dos céus”, argumentando que quando faziam isso tinham prosperidade, mas quando paravam, por ordem do profeta Jeremias, sofriam calamidades. Elas defendiam a devoção a rainha dos céus (provavelmente era a deusa caananita Astarote por causa da associação dela com o planeta Venus) porque esse culto funcionava e trazia benefícios. Nesse contexto não importava o que Deus disse acerca da idolatria, o que importava é que ela funciona, traz benefícios e ajuda os praticantes devotos na sustentação da esperança e vida religiosa. O profeta Jeremias defendia que era errado pois as Escrituras condenam, mas as devotas da “rainha dos céus” rebatiam e argumentavam que a devoção funcionava pois concedia “bênçãos”

0 comentários:

Postar um comentário