DIGNO É O CORDEIRO DE CONTROLAR A MINHA VIDA
C. J. Jacinto
Por que nenhum ser humano poderia abrir o livro da história – e por que isso
muda tudo na sua segunda-feira de manhã
1. O livro que ninguém tocava
No ápice do Apocalipse, João vê um rolo “escrito por dentro e por fora, selado com sete selos”. Um anunciante proclama: “Quem é digno de abrir o livro?” Silêncio. Ninguém se move. O coração do apóstolo se desfaz em choro.
Por que tanto drama? Porque esse rolo é o roteiro final da história: juízos, herança, novo céu, nova terra. Se permanecer fechado, o plano de Deus para o universo fica suspenso. A cena é simples, mas aperta nossa garganta: a dignidade de alguém é o único caminho para que a esperança do mundo saia do papel.
2. O Leão que aparece como Cordeiro
Então, entre os anciãos, surge o Leão da tribo de Judá. João respira aliviado – até perceber que o “Leão” é na verdade um Cordeiro… como se fora morto.
A imagem é intencional. Leão fala de poder; Cordeiro fala de sacrifício. As duas naturezas se encontram numa única pessoa: Jesus Cristo. Só Ele pode abrir o livro, porque Só Ele une duas qualidades imprescindíveis:
Força para vencer (Leão)
Virtude para pagar (Cordeiro).
A lição? Dignidade não é autopromoção; é obra concluída na cruz.
3. Do choro à consolação – e por que isso importa hoje
O choro de João vira cântico quando o Cordeiro pega o rolo. Da mesma forma, nossa angústia só encontra rumo quando paramos de tentar abrir o livro da vida com as unhas da autoajuda.
Não conseguimos dissipar as nuvens da queda; Ele é a luz do mundo.
Não removemos a carga do pecado; Ele tira o pecado do mundo.
Não rompemos os grilhões da escravidão existencial; Ele nos comprou com o próprio sangue.
A dignidade do Cordeiro é, portanto, a base da nossa consolação real. Não é psicologia positiva; é justiça divina satisfeita e vida nova oferecida.
4. Quando o pó vira perfume
A realidade é que “O pó é a atração do coração humano”. Traduzindo: voltamo-nos para o que pode ser tocado – porque sentimos desejamos as coisas da terra e o imediatismo que elas oferecem.
A cruz, porém, troca o pó venenoso pelo bálsamo da expiação:
Sangue que fala coisas melhores que o sangue de Abel (Hb 12.24)
Louvor que transforma pecadores em “reis e sacerdotes” (Ap 5.10)
Perspectiva que estende nossa cosmovisão “até um novo céu e nova terra” (2 Pe 3.13).
Resultado prático: o crente deixa de mendigar sentido em coisas que enferrujam e passa a reinar na vida, não por mérito, mas por associação com o Cordeiro digno.
5. Check-up de cinco minutos para sua alma
Qual “livro” você tentou abrir esta semana com suas próprias forças? (decisão de carreira, relacionamento, ciclo de vícioso)
Releia Apocalipse 5.9-10 em voz alta.
Agora ore:
“Senhor, eu entrego o rolo que eu segurei. Abre tu. Escreve tu. Direciona tu.”
Escreva num papel a frase “Digno é
o Cordeiro” e guarde no bolso.
Cada vez que tocar nela, respire fundo e lembre-se: se Ele é digno do trono
celestial, é digno da organizar e controlar a minha vida caótica.
6. Grito final – e convite
“Digno é o Cordeiro que foi morto” não é slogan de camiseta; é hino que sustenta universos. Quando o cantam os anjos, galáxias se alinham. Quando o crê o pecador, vidas se alinham.
Grite comigo, do centro da alma:
“Digno é o Cordeiro! Morreu pelos
meus pecados, Ressuscitou para minha justificação, voltará para que minha
alegria seja completa –
e, enquanto isso, reina sobre o meu hoje!”
Amém.
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