Frases Para Reflexão

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Chamados ao Aprisco das Ovelhas.

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Chamados ao Aprisco das Ovelhas.


Um dos fundamentos da fé cristã é a identidade, se não fosse assim, os cristãos não seriam chamados de Cristãos em Antioquia, a razão porque foram assim chamados, porque precisavam de identificação em meio á tantas outras profissões de fé. A identidade não vem sem os frutos do Espírito (Galatas 5:22) esses que tem o Espirito de Cristo (Romanos 8:9) aqui posso argumentar em terreno firme, a vida do homem que vive o evangelho não se equipara com o homem que é escravo das próprias paixões. No demais, a mansidão é a marca desse homem cristão, ele não treme nem se desespera, porque enxerga além da escuridão das tribulações vindouras, seus olhos estão fixos na eternidade da nova criação. A natureza de ovelha é um distintivo de cada remanescente,ele segue pelo caminho estreito, individual na postura, no relacionamento pessoal da comunhão com Cristo. A ovelha que caminha pelo caminho estreito é o modelo de um homem redimido pelo sangue da cruz que ergue os olhos da ruína e caminha pela estrada santa da fé cristã. Segue manso o homem de coração consagrado ao Cordeiro de Deus, a natureza espiritual de um segue a do Outro. Como declarou certo filósofo cristão: "No mundo, todo homem procura ser lobo, e ninguém é chamado a desenvolver o papel de ovelha. E, no entanto, o mundo não pode viver se esse testemunho vivo do sacrifício não for implicado. Por isso é essencial que os cristãos de não serem espiritualmente lobos, dominadores espirituais. é preciso que os cristãos aceitem a dominação dos outros sobre eles, e que o sacrifício cotidiano de sua vida seja relacionado ao sacrifício de Cristo" (Jacques Ellul em: Cristianismo Revolucionario. Página 13)


Clavio J. Jacinto

INDO APÓS SATANÁS

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Indo após Satanás


É um assunto pouco comentado hoje em dia, acontece que temos nas sagradas Escrituras, opostos equivalentes, sem contudo cair no erro do dualismo. Por exemplo, o Novo Testamento fala das profundezas de Deus e também fala das profundezas de satanás.(I Corintios 2:10 e Apocalipse 2:14) E então temos o convite de Cristo “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a cada dia a sua cruz e siga-me”(Lucas 9:23)  Paulo fala de alguns que se desviaram indo após satanás (I Timóteo 5:15) isso ocorreu porque aniquilaram a primeira fé (I Timóteo 5:12). De fato é considerável que a práxis é de suma importância na vida cristã, Paulo está tratando de assuntos do dia a dia da família e problemas relacionados ao gênero. A questão da prática da fé é a única evidência que temos sobre a veracidade de nossas convicções. São, pois os frutos que determinam a qualidade da árvore, e isso Jesus ensinou muito bem, além da ênfase no próprio contexto do sermão da montanha onde ele fala dos dois fundamentos, um sobre a areia e o outro sobre a rocha, e a diferença fundamental era que o que edificou a sua casa sobre a rocha, esse era o prudente e praticante dos ensinos de Cristo.(Mateus 7:24) Ir após satanás é seguir os caminhos do engano, ainda que professam a fé cristã, porém sem a ação que evidencia a identidade como correta, é mera ilusão religiosa. Aqui vimos que a negligência entra na questão em seguida a prevaricação, seguida pela ordem dessa descida para a apostasia, á mornidão. Então nesse estágio avançado de pseudo cristianismo, a equivalência é de uma práxis nula, ou seja: mero nominalismo. Mas ainda assim uma pessoa pode ter certas aderências á elementos cristãos, freqüência a igreja, uma leitura, embora superficial, da bíblia, a identificação social é normativa, mas de certa forma, o incrédulo fica escandalizado com a postura comportamental desses, pois de certa forma,o que flui de um homem assim são aspectos ímpios que podem ser observados em suas conversas e negócios, ou seja, emite comportamentos que são anticristãos, o que trai a sua própria personalidade e confissão espiritual. Procedendo nesse caminho, e permanecendo nessa direção, isso é indo após satanás, isso é aderir ao espírito deste século, esse abandono do caminho, esse desvio dos passos de Cristo é um abandono de seguir após ele, o homem nesse estágio já não nega mais a si mesmo, nem está interessado na cruz, nem em sua mensagem, apenas está com o coração voltado para aquilo que possa preencher os requisitos de suas paixões mais egoístas. Veja que encontramos muito desses aspectos mundanos no cristão moderno, a igreja atual tende a buscar as coisas deste mundo e os sermões que mais atraem pessoas devem ter requisitos básicos: um conteúdo que possa condizer com as necessidades biológicas, emocionais e materialistas do ouvinte.
Conclusão: A bíblia admoesta a sermos praticantes: “E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganado-vos a vós mesmos” (Tiago 1:22) A profissão da fé precede a ação pelo poder que emerge dessa fé no comando total da nossa vontade, o seja feita a sua vontade assim na terra como no céu deve ser um fato evidenciado pela prática que é o fruto da confissão e não somente a mera confissão como descreveu o Senhor em Mateus 7:15 a 23) estejamos atento a esses fatos, pois aqui temos a diferença entre falsos e verdadeiros cristãos.

Clavio J. Jacinto

O CRISTÃO E O TEXTUS RECEPTUS

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Razões Porque um Cristão Remanescente Deve Usar a ACF Como Bíblia Padrão.


Primeira: O uso das Escrituras de forma errônea, tomar posse do texto sagrado para fins não ortodoxos, é uma possibilidade que nunca deve ser ignorada, assim vimos em Mateus 4:1 a 11, que na tentação, Satanás toma indevidamente o texto bíblico para beneficio egoísta, usando um texto inspirado dos Salmos para induzir Jesus ao erro, se o diabo tem coragem de tomar o texto e falsificar o verdadeiro sentido para tentar a Cristo, com certeza, tomará de textos bíblicos, com o intuito de alterar os sentidos da Palavra, para alcançar seus objetivos malignos. De posse desse fato prossigo afirmando que é totalmente possível que invista em versões adulteradas para alcançar seus intentos terríveis.

Segundo: Há uma quantidade enorme de versões bíblicas no mercado hoje em dia, algumas delas como a NVI excluem versículos, alteram outros, publicam versículos parciais, de modo que a verdade que deveria a mais absoluta: a revelação divina, tornou-se mais relativa. Ora se todas as versões, inclusive as moderninhas (Tipo NTLH, NVI E A Mensagem) conseguem ser todas a Palavra de Deus inspirada e inerrante, então algo está errado, porque elas diferem em muitos textos, da bíblia tradicional,  mas comumente conhecida como Corrigida e Fiel. Assim, a verdade das Escrituras tornou-se relativa.
Terceiro: Sendo o movimento de bíblias ecléticas, um movimento espiritual sumamente relativista, agora sem saber, muitos cristãos que interagem com essas versões e a tomam como a versão padrão, ou como se fosse uma versão fiel ou ainda como a legitima palavra de Deus inspirada, aceitam a teoria de que há muitas verdades, isso é relativismo, e ainda que se auto-denominem como “conservadores” em algum ponto crucial da vida espiritual, já estão abertos para a falácia anticristã do relativismo, sei que a maioria desses agem por ignorar esses fatos, porém fica a advertência: “Um abismo chama outro abismo” (Salmos 42:7)
Quarto: Sendo relativista o movimento de versões modernas da bíblia é no seu fundamento central também ecumênica, porque o ecumenismo só pode prosperar dentro do âmbito relativista. As bíblias Ecléticas, são frutos de trabalhos conjuntos de protestantes liberais e romanistas. Versões palatáveis para opostos, assim, muitas versões de hoje como NTLH e outras, nada mais são do que o fruto da cooperação mutua entre biblicistas que flertam com o ecumenismo, razão porque um grupo de cristãos conservadores se organizaram para trazer para o Brasil a Sociedade Bíblica Trinitariana que edita aqui na nossa nação a Almeida Corrigida e Fiel, que vem do Textus Receptus e do Massoretico, uma bíblia que tem embasamento histórico e era a versão tradicional aceita por praticamente todos os evangélicos antes do surgimento de manuscritos achados em lixeiras de conventos católicos, manuscritos esses de onde surgiu a matriz de todos os textos ecléticos, ecumênicos e relativistas.
Quinto: Um dos mentores das versões ecléticas fez declarações subordinadas ao espírito de apostasia manifesto em nosso tempo de confusão espiritual, como predita por Paulo em I Timóteo 4:1, assim, o intento por trás dessas versões é tirar o cristão do foco do cristianismo autentico do Novo Testamento e conduzir muitos  de volta a Roma, lugar da suposta verdade. “A visão romana pura parece estar mais próxima e mais provável que leve a verdade do que a evangélica” (Hort, Life and Letters, Vol. I, Pagina 77)
Sexto. Portanto é notável que praticamente todas as igrejas liberais, todos os institutos bíblicos que laboram no erro do liberalismo, todos os cristãos marxistas progressistas, todos os movimentos pseudo-carismaticos sob a jurisdição ou influencia da Nova Reforma apostólica, Chuva Serôdia, Filhos Manifestos entre outras vertentes oriundas do pentecostalismo, adotarem para o uso corrente na teologia, as versões modernistas, porque elas foram desenvolvidas para se adaptarem perfeitamente aos ventos de apostasia que sopram no mundo atual.
Sétimo. A sutileza como isso é feito somado a ignorância dos incautos torna-se o estado atual do cristianismo muito lamentável, o Dr Paul Benson, defensor do texto tradicional alerta: Através de deleções e adições de texto, remoção de ênfase doutrinaria, uso de palavras de significado alterados e introdução de erros confusos de raciocínio humano, as mudanças nas bíblias modernas estão afetando seriamente as crenças de todos aqueles que estudam e pregam dessas versões. Se você acha que está imune a esta influencia, está enganado!” Esse é o principal problema, a nível pessoal, pastores não alertam as ovelhas sobre essas mudanças que ocorreram nas versões modernas, porque a maioria deles tem uma visão tão superficial das Escrituras, que não estão aptos para perceberem essas mudanças sutis que ocorreram nesses últimos dias em varias versões do texto sagrado. Desafio o leitor a buscar informações sobre essas diferenças e fazer as comparações de modo particular para descobrir por si mesmo a gravidade dessa situação.
Oitavo. Chegamos ao testemunho da historia da reforma, as expressões de fé mais conhecidas é a de Westminster e a Confissão de Fé Batista de Londres de 1689, essas duas confissões declaravam a inspiração dos autógrafos originais e a autoridade dessa inspiração transferida  diretamente nos manuscritos que provinham dela, Deus preservou a sua Palavra durante todo o tempo, e quando a declaração é feita no auge da reforma, estava em vista o texto massoretico e o Receptus, pois o catolicismo romano expressou a própria opinião no concilio de Trento, defendendo a Vulgata Latina como a bíblia autentica posicionando-se como a única igreja com posse da verdade, e opondo-se a bíblia protestante evangélica. Durante séculos essa foi a bíblia dos cristãos, era uma fonte segura de verdade, missionários, pregadores, teólogos, bebiam dessa fonte não poluída. A tradução oriunda do Texto Massoretico (AT)  e do Textus Receptus (NT) foi mais do que uma revolução espiritual, foi também uma revolução cultural, principalmente para as nações de língua inglesa. Aqui temos o testemunho da historia, a grandes teólogos beberam dessa fonte, a historia da igreja está  sendo cimentada encima dessa versão correspondente a Corrigida e Fiel de nossos dias.
Conclusão: Tentei não usar linguagem técnica a fim de ajudar aqueles cristãos que desejam entender de forma simples o problema de muitas traduções modernas, produto de teólogos liberais, incrédulos, apostatas, ecumênicos e relativistas. Uma vez que há razões obvias para tomarmos como padrão, a versão Corrigida e Fiel, porque as evidencias mais sensatas nos conduzem para isso, e as razões expostas acima são de grande valor para servir de peso a essa decisão inteligente e sensata de abraçar as versões bíblicas que tem como manuscritos o Textus Receptus para o  Novo Testamento e o Texto Massoretico para o Antigo Testamento. Que o precioso leitor tenha boa consciência para avaliar os fatos, buscar mais informações sobre essa questão, e tomar uma posição firme a favor da verdade (João 17:17)


Clavio J. Jacinto)



Transformados e não Reformados

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“Hoje, sem duvida, a maioria das pessoas se utiliza da religião, principalmente dos credos religiosos que, além de depreciar os pecados humanos, ameaçam o homem que peca com punições e encorajam as boas ações como sinal de salvação. Essa espécie de religião tende a atrair membros que, consciente ou inconscientemente, lutam para reprimir suas personalidades sombrias”
 (John Stanford em :Mal o Lado sombrio da realidade pagina 112)


Acredito ser essa acusação legitima, devido ao fato de muitas pessoas abraçarem uma fé por motivos completamente errados. Estamos diante de um dilema. Quem se “converte” entende sobre a questão clara do evangelho que relaciona a necessidade de novo nascimento? Entende o convertido a profundidade da mensagem da cruz? Entende o convertido das implicações sérias da obra consumada e perfeita de Jesus na cruz? Não! a conversão não é uma mudança de estruturas mentais, uma reformulação de conceitos da consciência, não é um agrupamento de normas aplicáveis no âmbito religioso denominacional. A metanoia consiste numa mudança radical do coração, a regeneração é uma transformação poderosa do Espírito Santo no interior do pobre e miserável pecador que percebe sua condição de condenado e aceita a redenção efetuada por Cristo na cruz como uma substituição eficaz, totalmente eficiente e aceitável por Deus Pai e que garante a absolvição completa do pobre pecador perante o tribunal da justiça divina.

Não se adere à religião cristã apenas para reformar a vida e aplacar o peso da consciência que sofre no intimo com as feridas do pecado herdados na queda, ou a alma aceita o fato da sua condição desastrosa de morte espiritual, e isso só ocorre com o sopro impetuoso do Espírito Santo no coração mediante a pregação do evangelho autentico, ou isso nunca ocorrerá de fato! O homem morto em seus pecados não precisa da maquiagem da religião pragmática, precisa de uma ressurreição espiritual que procede da morte de Cristo na cruz.


C. J. Jacinto

Cristo Odeia a Falsa Doutrina

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Cristo Odeia a Falsa Doutrina

Duas vezes no livro de Apocalipse encontramos a expressão de Cristo com relação as doutrinas dos Nicolaitas: “As quais eu também odeio” (Apocalipse 2:6) enquanto que na primeira descrição se faz uma referência às obras dos nicoalitas, na segunda descrição se faz menção a doutrina dos nicolaitas (Apocalipse 2:15) Obras são seqüência ajustadas de acordo com as convicções.  Nosso sistema de crenças afeta completamente o destino de nossas ações. Jamais fugir do assunto, a firmeza na fé é uma exigência fundamental das Escrituras. Porém se nossas convicções são fracas, isso tende a produzir apostasia e hipocrisia. “O Homem de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos”(Tiago 1:8).  Vamos primeiro falar um pouco sobre esse cristianismo sentimentalista frouxo de nossos dias, que usa terminologias e jargões que classificam Cristo como um Mestre sem ímpeto e que tolera todas as coisas erradas em nome do amor. Na mentalidade desses teólogos e pregadores, o ódio seria algo profano impróprio para um cristão. De certa forma, eles podem ter razão, depende do contexto em que se aplica o assunto, mas não é admirável que Cristo odeie falsas doutrinas? Ter uma repulsa contra coisas erradas é antes uma expressão de santidade, e até que o zelo exija, os profetas de Baal tiveram que pagar o preço pela ousadia quando tiveram que enfrentar o Elias de Deus e o Deus de Elias. Acontece que há um paradoxo no caráter de Cristo, sem qualquer contradição, Ele é Cordeiro e é Leão. Formas afeminadas e covardes associadas a Cristo são maneiras supersticiosas de distorcer o caráter de dEle, é com ele que descobrimos que a tolerância é regida pelo amor a verdade, por isso vimos duas vezes Ele tomando de chicote e expulsando cambistas do templo. Sua expressão de repulsa á hipocrisia gerou discursos de “ódio” contra os judeus, e Mateus 23 é um exemplo disso. Não estou fazendo apologia a violência, sou completamente pacifico, seguido a risca os ensinos do sermão da montanha, mas acontece que nem sempre devemos agir com tolerância aquilo que é abominável, não devemos fazer pacto com a injustiça, não se dá pérolas aos porcos, nem sempre temos que agir com doçura diante horrendas formas de desvios doutrinários que ocorre com tanta freqüência em nossos dias. Chegou o tempo em que uma assembléia cristã estava opondo-se a infestação da doutrina dos nicolaitas, e Jesus ficou do lado de quem fez forte oposição contra elas, não ficou dos lados do que adotaram a tese ou a síntese, ele permaneceu ao lado dos contra. “Tens porém, isto: que odeias as obras dos nicolaitas, as quais eu também odeio” (Apocalipse 2:6) Repito que sou contra qualquer forma de violência sustentada pela energia da carne do velho homem, sou mais contra ainda quando ela é injetada por demônios, mas inspiração carnal e demoníaca são antes de tudo forças anticristãs que lutam para denegrir o próprio caráter de Cristo e seus ensinos, devem ser combatidos com sabedoria e unção do Espírito. Sou completamente contra quaisquer meios inquisitórios, sabemos de polemicas envolvendo isso, o caso de Calvino e Serveto e de Calvinistas queimando arminianos, da igreja da Inglaterra perseguindo os não conformistas, não é disto que estou falando, porque não concordo com essa abordagem apologética. Mas embora tenhamos essa cautela, todavia as Escrituras nos ordena não ter comunhão com hereges “Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o” (Tito 3:10 veja também II João 1:10)  Agora em segundo lugar devemos entender que não é errado odiar aquilo que Cristo odeia, o que não podemos é amar o que ELE odeia, pois então teremos uma contradição de caráter e passamos a ser hipócritas. Quando lemos os originais, o Textus Receptus, o termo grego “miséo” traduzido por “odeio” em Apocalipse, significa uma escolha á amar menos, desprezar, rejeitar por falta de afeto. Não há aqui qualquer idéia de perseguição seguida de violência física, mas desprezo e rejeição por algo que é contrario aos princípios bíblicos. Tomando posse dessas verdades, devemos entender que o apreço pelo que é contrario a sã doutrina gera oposição contra aquilo que é santo, de certa forma é nutrir sentimentos anticristãos. Num mundo onde ocorrem mudanças de paradigmas, cada vez mais ficará difícil a pratica do cristianismo bíblico, desde muitas décadas, a sociedade ocidental que se desenvolveu dentro de uma cosmovisão cristã, sofreu grandes mudanças por causa dos conceitos relativistas que se infiltraram nela, seja pelo movimento nova era que defendia um ecletismo cósmico ou pela própria tendência social humanista e secular. A verdade é que até mesmo dentro do evangelicalismo moderno a tendência para o ecumenismo é obvia, a crença de que não há verdades absolutas, mas cada qual tem uma verdade individual e mesmo sendo contraditória ou oposta á do outro, assim mesmo ambas devem ser aceitas como verdade é uma intervenção diabólica contra a Palavra de Deus, note que essa é a visão de religiões orientais, do ecumenismo que tenta pluralizar aquilo que deveria ser singular.
Quando Cristo declarou “Odeio” como descreveu pessoalmente em Apocalipse, Ele estava reagindo contra aquilo que não aprovava: doutrinas que iam contra os princípios que ensinou. Havia um sentimento de repulsa e rejeição, não nutria amor por aquilo que era oposição ao evangelho. Não é um convite á perseguição, você não encontra atitudes dessa natureza no Novo Testamento, cristãos perseguindo e matando não cristãos por causa de questões doutrinarias. E que ninguém tente justificar essas atitudes de violência contra o próximo, porque nunca é ordenado tais coisas no Novo Testamento. Mas isso não significa que deva amar aquilo que Deus odeia. Significa que devo aprovar com meu silencio aquilo que a Bíblia brada contra. Mas nosso mundo do “politicamente correto” do relativismo quer que aceitemos todas as coisas como verdadeiras, menos a nossa verdade particular articulada pelos ensinos santos do Novo Testamento. Seremos dono de uma verdade relativa, mas em breve, não teremos o direito de ter uma verdade absoluta. Não teremos o direito de odiar a profanação do Santo, não teremos o direito de odiar a blasfêmia, não teremos o direito de odiar qualquer forma de abominação, o relativismo moral não nos dará esse direito, porém os adeptos do relativismo moral terão o direito de odiar a cada cristão que ame verdadeiramente a Deus e odeia a tudo o que ofenda a Ele, aqui jaz uma contradição no próprio relativismo, pois é de fato uma filosofia inconsistente com a sensatez.

Conclusão. Primeiro:  O ódio pelo qual um cristão deve nutrir pelas falsas doutrinas de perdição (II Pedro 2:1) não é um ódio de violência contra seu semelhante, muito pelo contrario, é impossível amar a verdade sem condenar o erro. Não se trata de ações violentas contra o próximo, trata-se de convicções e posturas de firmeza com respeito às verdades descritas Nas Escrituras, verdades essas que são como lâmpadas que alumiam a escuridão espiritual dos perdidos (Salmos 119:105) “Miséo” significa não nutrir simpatia, mas completa aversão contra aquilo que não é sã doutrina (Tito 2:1) sentir uma aversão firme contra as heresias de destruição, cuja devastação espiritual tem proporções infinitas e irreversíveis na eternidade, significa reprovar com firmeza o que vai contra o evangelho ou contra os mandamentos divinos. Um exemplo claro é João Batista que tomou oposição contra um falso casamento, pois era um relacionamento que ia contra os princípios estabelecidos pela Palavra de Deus. Note que a repulsa de João Batista produziu um ódio santo, um sentimento de aversão, porém pacifico, sem violência verbal ou física, porque  era uma manifestação de sentimento santificado pelo amor a verdade. O ódio intolerante dos que se sentiram ofendido é que causou o martírio, o assassinato do Batista, que depois de ser preso pelo suposto crime de ofensa contra a autoridade, morreu degolado pelos caprichos nutridos por alguém que odiava a verdade porque amava o pecado.
Segundo: Amar o próximo não é o mesmo que amar as suas falsas crenças, o verdadeiro amor ao próximo pode comprometer a nossa segurança, pois pregando que Cristo é o único caminho, que alguém precisa se arrepender de seus pecados, que a idolatria é uma abominação, que o envolvimento com a feitiçaria são pecados gravíssimos e podem conduzir a alma do praticante ao inferno, pode ser ofensivo a quem pratica tais atos pecaminosos, sendo que quem está alertando a respeito disso, pose ser um impulso que vem do amor por Cristo e pelos perdidos.
Sendo assim, aquele que de fato ama a Deus e odeia tudo o que ofende a Deus de alguma forma torna-se na pratica como a pessoa mais inofensiva do mundo quando se trata de ofensas físicas e verbais. Digo isso com toda convicção, olhando para a vida de Paulo, Pedro, Tiago, e o próprio Cristo, e o faço porque alguém pode fazer uma interpretação descontextualizada desse estudo bíblico.

Autor: Clavio J. Jacinto

Nota: O autor usa como referencias bíblicas,  a Tradução Corrigida e Fiel da Sociedade Bíblica Trinitariana, que já a muitos anos adotou como bíblia padrão na vida ministerial.

Escandalos e Apostasia

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Há pelo menos três passagens nas Escrituras que abordam a questão do escândalo, veja o amado leitor que o tema não é muito discorrido em nossos dias, e quando é empregado, a abordagem é sempre sobre alguém que cometeu algo contra a sua própria fé, contradizendo em ações o que antes pregava em seus sermoes religiosos. Mas vimos que Jesus advertiu com um “ai” aos que cometem escândalos (Mateus 18:7) Ele também afirmou que os escândalos seriam impossíveis de serem evitados entre os homens (Lucas 17:1) e Paulo, que sempre amplia os ensinos de Cristo, pois ele tinha o Espírito de Cristo (Romanos 8:9) admoesta a que tenhamos um bom discernimento para notar os que provocam dissensões e escândalos contra a doutrina apostólica, deve-se desviar de tais (Romanos 16:17) note que a verdade última do tema que estou abordando; os escandalos, envolve a sentença: contra a doutrina. Portanto contra a ortodoxia, contra o evangelho, contra a verdade revelada. Então escândalo tem uma conexão com apostasia e com heresia de alguma forma. A palavra grega “Skandalon” significa “obstáculo” “empecilho” algo que se sobrepoe para obstruir a influencia da verdade. O fluir das coisas verdadeiras é impedido pela ação do “skandalon”. Esse deve ser o sentido total do termo. Não há necessidade de compreendermos que o escândalo a nível prático, precisa ser algo chocante á sensibilidade de um coração que sustenta alguns valores morais elevados, justamente porque o escandalo a que o Novo Testamento se refere é tudo o que corresponde a ser um empecilho á verdade revelada. Assim aquilo que predomina dentro de uma circunstância que impede a expressão exata das verdades evangélicas de alguma forma são os empecilhos que obstruem o fluir da verdade sobre as pessoas de um modo geral. Vimos essa correspondência nas igrejas de Apocalipse 2 e 3, e nelas o que se manifesta antes de tudo são os falsos ensinos seguido das consequências deles.  Note que a chamada para a sensibilidade deve sempre nos motivar ao discernimento para não promovermos os escândalos a nível bíblico e não venhamos a ser uma forma de empecilho ou obstáculo para o evangelho. Não devemos ser o fator da nulidade da crença, nossa vida deve corresponder-se as nossas convicções e não ir contra elas. A postura de um cristão que não vive o que prega não é muito distante da postura de um ateu que não obedece porque não crê. Note aí a essência espiritual do “skandalon” a desobediência do incrédulo é justificada pelo seu ceticismo, mas não há justificativas para quem vive contrário às suas convicções espirituais. Nisso consiste o espírito de apostasia que reinará na igreja nos últimos dias. Uma negação, não com a boca mas com as ações. Eis aí o escandalo, quando a vida está morna, pois a identidade sequencial a fé que professa é relativa. Um exemplo claro é quando pregamos sobre o Reino de Deus mas o nosso coração está ajustado a desejar com ímpeto as coisas que pertencem aos reinos desse mundo. Outro exemplo digno de nota é quando tentamos espiritualizar o materialismo, assim acreditamos que o espiritual é de tal maneira alheio a esse mundo, que torna-se impossível viver uma fé sem se desprender dos tesouros deste mundo e das vaidades dele. Mas aqui temos o escandalo coletivo, pois a tendência da igreja moderna descamba sempre para o materialismo como foi com a igreja de Laodicéia. Queremos de fato evitar os escandalos? temos que abandonar as ideias que permeiam a teologia fraca de nossos dias que tenta misturar Nova Jerusalém con a Babilonia.  Aqui temos o cerne da apostasia que estará presente nos ultimos dias, esse abandono da fé no Reino de Deus pela fé nos valores e riquezas dos reinos desse mundo. Esse humanismo que se instaurou de forma definitiva no seio das assembleias cristãs, a enfase dada ao mundo, a influencia que ele vem tendo de forma predominante sobre os cristãos é um escândalo aos olhos do Espírito Santo, mas sobretudo torna-se em empecilho para os incrédulos experimentarem uma verdadeira conversão e assimilarem as evidencias de que a cruz de Cristo e a obra consumada que foi realizado por Ele na cruz, constitui-se na resposta definitiva contra o pecado e o inferno. Assim o escândalo será tudo o que serve de empecilho para que a mensagem da cruz seja exaurida e desacreditada em nossos dias.  Esses que promovem esses escandalos, são inimigos da cruz de Cristo (Filipenses 3:18) eles são religiosos, professam uma fé cristã superficial de modo que não são como lâmpadas que apontam para o evangelho mas apenas sombras que confundem o caminho da salvação.

CLAVIO J. JACINTO