Cristianismo de Sentimentos?

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Cristianismo de Sentimentos?


 


 

Jonathan Edwards em “A Genuina Experiencia Espiritual” afirma: “Existem dois tipos de cristãos falsos. Há aqueles que se julgam ser cristãos meramente por sua pratica exterior de moralidade e religião. Essas pessoas muitas vezes não compreendem a doutrina da justificação somente pela fé. Existem também aqueles cuja segurança procede de experiências religiosas falsas.”

 

A palavra “Sentimento” é um substantivo masculino, é definido como “estado ou condição psicológica, e suas manifestações”.  A bíblia não tem muito a dizer sobre o sentimentalismo religioso, embora virtudes como compaixão e felicidade sejam princípios sentimentais, a religião cristã autentica não está fundamentada sobre sentimentos. Embora eles sejam importantes, não são servem para fundamentar a fé ou a verdade, Cristo às vezes ensinou o oposto; “negue-se a si mesmo” (Marcos 8:34 e Lucas 9:23) Paulo ensina a nos gloriarmos na cruz de Cristo (Gálatas 6:14) é ele mesmo quem diz: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados, perplexos, mas não desanimados” (II Coríntios 4:8) Não são os sentimentos que definem a verdadeira espiritualidade, Pelo contrario, é a fé que define o caráter da verdadeira espiritualidade. Confiar em Deus independente dos nossos sentimentos, pois às vezes todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, nós podemos ter aflições constantes “No  mundo tereis aflições” disse Jesus, e Ele nos admoesta a termos bom animo, pois Ele venceu o mundo (João 16:33) Atualmente os sentimentos emocionais estão muito focados e com freqüência associados como experiência de vida cristã autêntica. Esse na verdade é um caminho pautado pelo pragmatismo Isso não é novo, pois a base com que as religiões pagãs na época de Paulo focavam eram as experiências de êxtases, visões e coisas sentimentais, os mistérios de Eleusis e o neoplatonismo, os bacantes da tradição dionisíaca ou a experiência do sagrado promovido pelas religiões orientais como “sahajyia” são exemplos desse legado de sentimentos. (promovidos por espiritualistas e místicos ocidentais como a união mística e a hierogamia) O resultado dos bons sentimentos devem ser a sã doutrina (Provérbios 14:30) os sentidos do homem espiritual estão exercitados para discernir a verdade, não para colocá-las em segundo plano (Hebreus 5:14).  A religião que está fundamentada em sentimentos, via de regra segue o caminho cartesiano “Cogito, ergo sum” que significa “penso, logo existo” a versão da religião sentimentalista é “Sinto, logo creio”.  Geralmente é um sistema que funciona com musica que provoca êxtase, caracterizadas por letras teologicamente ruins e antropocêntricas, dando ênfase ao triunfalismo pessoal.  A igreja moderna é caracterizada por critérios ruins para concluir se algo é ou não verdadeiro: os sentimentos e as emoções , o motivo pelo qual a igreja atual deixou de ser um exercito num confronto marcado por uma intensa guerra espiritual é que influenciados pela pós-modernidade, as igrejas da  cristandade tornaram-se  num sistema religioso de entretenimento. Como em seitas e grupos da Nova Era, o foco é alcançar estados alterados de consciência. Encontramos o sentimentalismo como o alvo na filosofia grega, Aristóteles em “Etica a Nicomaco” explica que o fim ultimo do homem é alcançar a felicidade. Isso é errado, a felicidade é a conseqüência da coisa certa: a salvação, porquanto estamos salvos em um mundo cheio de tribulações e problemas, e precisamos da fé como alicerce para a firmeza no evangelho, não nos sentimentos. Buscar a Deus e fazer a Sua vontade, a busca do Reino de Deus em primeiro lugar juntamente com a sua justiça devem ser nossa prioridade, devemos alicerçar nossas crenças em Cristo e no que Ele fez por nós, nas Santas Escrituras e nas promessas do Evangelho e não em emoções e experiências místicas. Sentimentos são voláteis e mutáveis mas a fé em Cristo torna o Cristão firme e inabalável (Mateus 7:27) sentir  algo não é o mesmo que ter fé em Deus. Nós não somos guiados por sentimentos, mas pela Palavra de Deus, nossos sentimentos partem do nosso coração que é enganoso, por esse motivo estão absolutamente debaixo de um critério de autoridade maior: as Escrituras. Com Cristo, podemos estar abatidos mas não destruídos (II Corintios 4:9) E a admoestação bíblica nos conduz a fé e a confiança na soberania e providencia de Deus não aos sentimentos. Outro fato importante, é que a doutrina da justificação pela fé somente nunca pode ser provada pelos nossos sentimentos, mas na Obra que Cristo fez por nós na cruz. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e não por uma busca por sentimentos agradáveis (Romanos 10:17) Há um só propósito na vida espiritual, e não é a busca de êxtase místico, mas de levar cativo todo o entendimento a obediência de Cristo (II Corintios 10:5) Se você ergue a sua crença encima dos sentimentos e opiniões, você está erguendo um altar falso para fundamentar a sua religião, você está confiando em seus próprios sentimentos, e isso é um egoísmo fantasiado, é antropocentrismo. Os sentimentos não são errados se estiverem debaixo dos princípios divinos, e completamente perigosos se eles se tornarem como padrões que definem a nossa religião. Sentimentos podem ser insuficientes para se alcançar a verdade (Veja Hebreus 12:17) Certa vez um ministro do Evangelho disse: “Porque temos a certeza da salvação?” boa pergunta, e seguiu de uma péssima resposta “Sentimos a salvação!”. Ora não somos salvos porque sentimos, somos salvos por que Cristo morreu na cruz por nós e cremos nisso, com ou sem sentimentos bons. A obra consumada e perfeita de Cristo na cruz está fora da cogitação de nossos sentimentos e continua inabalável como um fato consumado quando estamos desanimados e tristes ou não sentimos nada. Somos chamados á crermos em Cristo, a confiar nEle, a fé é uma confiança, uma entrega absoluta do nosso coração na providencia redentora do Senhor e não nos nossos sentimentos. Veja bem nós não podemos seguir nossos sentimentos, nossas emoções podem nos enganar, mas a mensagem da cruz não nos engana nunca! A vida de Sansão tem um sinal de grande declínio quando ele busca satisfação no nível das coisas mortas, buscar mel  em carcaça de leão, é a experiência da satisfação e da doçura na esfera das coisas não autorizadas por Deus, Cristo nos prometeu vida em abundancia, mas o mundo em contrapartida nos oferece prazeres sensoriais em abundancia.

Há uma linha que divide a religião cristã verdadeira da falsa, pois a verdadeira está pautada numa fé incondicional nas promessas das Escrituras e num compromisso sério em obedecer a seus preceitos, um exemplo claro é Abraão, o pai da nossa fé, quando o Senhor convocou Abraão para sacrificar Isaque em um dos montes de Moriah, ele não seguiu seus sentimentos, mas sua fé, e seguiu contra seus sentimentos, mas firmou-se na confiança em Deus. “Abraão, o qual é pai de todos nós, o qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência.


(Leia
Romanos 4:16-18) A religião cristã falsa se fundamenta em sentimentos e experiências., infelizmente essas coisas acabam tendo mais autoridade do que as Escrituras. Há uma máxima que diz que “contra fatos não há argumentos” mas na vida cristã autentica, a aplicação correta é”Contra fatos bíblicos não há argumentos.”  Sejamos sóbrios quanto a isso, sentimentos e experiências espirituais são bons quando nos levam para mais perto de Cristo e nos tornam mais bíblicos, a sujeição a autoridade das Escrituras e ao Senhorio de Cristo é um movimento espiritual verdadeiro (Efésios 1:10)  mas hoje em dia temos musicas que alteram nossas emoções, elas são feitas para reavivar as emoções, e quanto mais o nosso ego corrompido recebe massagem com palavras suaves, mais ele produz sentimentos bons. Hoje temos palestras motivacionais que enaltecem o homem, quando você passa a ser o centro e não Cristo, e o uso das técnicas de manobras psicológicas promovem os sentimentos, e os sentimentos viciam. Veja que na psicologia de um drogado, o vicio tem o objetivo de conduzir ao prazer e as experiências sensoriais profundas. Mas nem sempre a vida cristã nos conduz para as experiências emocionais positivas “Bem aventurado os que choram, porque serão consolados”(Mateus 5:4) Hoje parte das pregações modernas consiste na retórica humanista, um gênero que promove experiências subjetivas de sentimentalismo e otimismo pessoal, mas retira da abordagem, a santificação, a mortificação do velho homem e a mensagem da cruz que sempre vai revelar a profundidade da nossa natureza pecaminosa e da devastação que o nosso pecado produz na vida. Nem tudo o que promove bons sentimentos é inofensivo, pelo contrario, pode ser muito perigoso. Não sou contra bons sentimentos, mas eles são diabólicos quando aparentemente podem ser agradáveis mas ao mesmo tempo tornam-se o padrão para se determinar se uma doutrina ou uma religião é verdadeira ou não. É a bíblia quem determina isso! A verdade já está determinada pela Palavra de Deus (João 17:17) Você não pode determinar se um pregador é verdadeiro se ele te emociona e te faz sentir-se bem com isso, ou se ele possui uma carga emotiva muito forte e tenta impressionar com visões e experiências de êxtases e novas revelações,  você determina se um pregador é verdadeiro quando ele está pregando com fidelidade as Escrituras e isso não Depende se você gosta ou não. Aliás, conheço muita gente que ama sentir-se bem com uma palestra motivacional, mas odeia quando a pregação das Escrituras é doutrinaria, temática ou expositiva, principalmente abordando temas que podem lhe trazer sentimento de tristeza e uma chamada a confissão de pecados, pois nosso velho homem viciado em sentimentos odeia esse tipo de mensagem, a mensagem do confronto e da humilhação.

Digo mais ainda, a motivação de um cristão deve ser a obediência e não experiência mística. Ter um encontro com um “anjo de luz” ou ouvir o céu se abrir e alguém ordenar algo se identificando como um “ser celestial” levou muita gente para o erro (O mormonismo e o unicismo são exemplos)

O que torna legitima a nossa vida cristã é crer em Deus, a nossa motivação é a obediência e o descanso na obra perfeita que Cristo efetuou na cruz. Essas verdades estão acima do sentimentalismo, não estão firmadas no que nosso coração pode sentir, mas no que Deus pode fazer e fez por nós. A cruz não representa uma experiência agradável, embora a redenção nos ofereça uma verdadeira esperança, essa esperança vive por meio da fé mesmo diante dos problemas mais radicais da vida que nos levam para momentos de desespero, veja que o cristianismo de Paulo não dependia de bons sentimentos, mas de uma fé inabalável diante dos mais severos momentos circunstanciais: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. (2 Coríntios 1:8) Paulo estava firmado sobre a Rocha e não sobre seus próprios sentimentos, não estava descansando o coração sobre o pó das emoções mas sobre a Rocha dos séculos. Para ele viver era Cristo e morrer era ganho, o assunto da morte é muito evitado nos círculos religiosos sentimentalistas, evita-se todos os assuntos que desmancham o mundo fantasioso produzido pelo egocentrismo.

Conclusão: emoções e sentimentos sadios não são ruins, (Veja Salmo 122:1) creio na alegria de servir a Cristo, creio que meditar na Palavra de Deus e contemplar as maravilhas do Senhor nos leva para momentos de alegria e êxtase, eu mesmo gosto de ter momentos solitários, uma passeio pela floresta, contemplar uma noite estrelada, ler um livro de biologia ou astronomia sempre me remete para uma adoração ao Deus Criador, Amo ouvir um bom sermão expositivo, é bom ouvir um pregador cheio do Espírito Santo, mas também creio que um homem santo se sente profundamente entristecido por viver em uma sociedade que promove a devassidão. Além disso, alguns santos do passado como Noemi, voltaram de uma decepção em amargura profunda, ao ponto de pedir aos seus irmãos na fé de a chamarem de Mara (amargura) não há sentimentos aqui a não ser tristeza e decepção, mas Noemi está confiando e amando ao Senhor (Rute 1:19 a 22) Veja que meu intento é ensinar que os sentimentos devem estar submissos aos princípios escrituristicos, sentimentos e experiências espirituais nunca devem nortear a nossa fé, sem antes passar pelo escrutínio das Escrituras, a Bíblia é o teste final e autoridade absoluta quanto a isso, os sentimentos não funcionam como uma bussola espiritual, a função das emoções e dos sentimentos não é guiar o cristão, a Palavra de Deus é nosso guia, e portanto são as Escrituras que devem guiar nossas experiências e sentimentos (Salmos 119:105) a fé é a condição fundamental exigida por Deus, sem fé é impossível agradar a Ele, isso nos leva ao oposto, pois os sentimentos tendem sempre a agradar a nós mesmos, e por isso o diabo investe tanto nos sentimentos.

 

 

Livros Recomendados:

A Genuína Experiência Espiritual – Jonathan Edwards – PES

O Poder Latente da Alma - Watchman Nee - Editora dos Clássicos

Verdadeira Espiritualidade – Francis Schaeffer – Editora Cultura Cristã

Proteção Contra o Engano – Derek Prince – Worship Produções

 

 

 

Pr C. J. Jacinto

Há encorajamento em tempos de declínio?

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 Há encorajamento em tempos de declínio?

 

Todos nós sabemos que as coisas não são como costumavam ser na sociedade e na igreja. Assistimos a um declínio moral e espiritual. Os bancos se esvaziaram e uma compreensão básica da verdade e dos valores cristãos se esvaiu. E com toda a honestidade, a vida e a temperatura espiritual dos crentes também não são como deveriam ser. Como devemos responder? De buscar e seguir a cultura, o que quer que isso signifique? Alguns que estão em negação parcial ou não, apontam para exceções que comprovam a regra. É verdade que as pessoas ainda podem ser religiosas e curiosas, e também é justo dizer que o declínio não é universal dentro da igreja. Talvez o cristianismo nominal, cultural, seja tanto uma desvantagem quanto um benefício, e é melhor que a profissão de fé tenha um custo associado a ela. No entanto, todos sabemos que as coisas não são como deveriam ser. Outros se sentem incapazes de fazer muito mais do que lamentar em paralisia o que perdemos enquanto esperamos o inevitável. Outra resposta é a paranóia, onde a ameaça de mais declínio se esconde por trás de tudo, por mais promissor que seja. Claramente, a resposta de que precisamos é a fé. Mas poderia haver um encorajamento também que não seja uma ilusão ou negação, mas que leve em conta o declínio evidente?

Robert Fleming lutou com essa questão ao procurar discernir os tempos com sabedoria. Ele o coloca nos seguintes termos. O que os justos podem fazer quando as trevas estão crescendo sobre a Igreja e o próprio fundamento provavelmente será abalado? Em tal tempo, o coração de muitos fica tão abatido que é provável que eles também tirem as mãos de seu dever e desistam. Não é pouca coisa administrar bem as coisas em um momento de provação para a Igreja. Em uma tempestade tão forte, precisamos de muito lastro. Mas sabemos que a Escritura está diante de nós e continua sendo um guia bom e seguro para nossa conduta. Ele nos mostra como orientar nosso curso na noite mais escura. As Escrituras deixam claro qual é nosso grande dever em tal tempo. Devemos nos apegar aos nossos caminhos e procurar crescer cada vez mais forte no caminho da justiça, apesar de todas as dificuldades que encontramos (Jó 17:9). No seguinte extrato atualizado, Fleming mostra como usar as Escrituras para nosso encorajamento em tempos de declínio.

 

1.   ENCORAJAMENTO QUE VEM CONSELHO ETERNO DE DEUS


Tudo está bem e nada pode dar errado enquanto o fundamento de Deus (Seu conselho eterno) permanecer firme (veja 2 Timóteo 2:19). Embora outros alicerces possam ser abalados, o homem piedoso tem uma âncora segura aqui em um dia de tempestade. Sua grande preocupação eterna está além de estar em perigo, embora mais do que uma alma imortal estivesse em jogo. Seu céu é certo, embora as coisas na terra pareçam mais incertas. Não deveria, portanto, estar tudo bem também com a Igreja? Mesmo que estivesse afundando na sepultura, o Mediador atrará novamente. O maus olhos e a maldição do mero homem não podem danificar ou destruir aquela possessão que Deus abençoou (Números 23:23).

 

2. ENCORAJAMENTO QUE VEM DA AUTO-ATESTADORA PALAVRA DE DEUS


O cristão não tem um conhecimento tão claro da verdade e do grande benefício da piedade que não precisa do testemunho ou da motivação que vem do exemplo de outros? Ela testemunha sua realidade para aqueles a quem se recomenda. Ela faz isso mesmo que deva ser contestada por toda a geração entre a qual eles vivem. Um verdadeiro cristão deve conhecer a verdade e estar tão estabelecido que possa ser sustentado apesar do maior afastamento possível de outros. Isso é possível mesmo que ninguém mais no mundo inteiro andasse dessa maneira e eles fossem deixados sozinhos. Há uma revelação tão grande e certa da verdade a ser conhecida pela alma que eles podem dizer com Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor”. Oh que pudéssemos ver uma geração de homens com esta coragem. Aqueles que com resolução abandonariam todos os outros para seguir e servir ao Senhor sem companhia, se necessário.

 

3. ENCORAJAMENTO QUE VEM DA PROVIDÊNCIA DE DEUS


Temos motivos para nos estabelecermos no momento mais sombrio, quando podemos nos fortalecer fazendo melhor uso das coisas que acontecem. Mesmo nas questões que mais abalam tudo, podemos fortalecer a mão no caminho do Senhor quando muitos tropeçam em tais procedimentos providenciais. É estranho observar que perguntas e acusações que alguns têm sobre a verdade com base em coisas que em sua consciência devem admitir que são uma testemunha convincente disso.

 

4. ENCORAJAMENTO MESMO QUE O NÚMERO DE PESSOAS DE DEUS DIMINUA


Não devemos questionar a verdade porque o número daqueles que a seguem e estão buscando seriamente a piedade parece tão pequeno. Devemos abandonar as Escrituras ou admitir que o caminho para a vida é realmente estreito e poucos entram nele. O pequeno comboio que a verdade tem no mundo é uma verificação explícita dela. Existe a menor garantia para fazer da escolha da multidão um teste acerca do caminho do Senhor? Certamente podemos mostrar o contrário que os seguidores do Senhor são um número seleto, escolhido do mundo. Caso contrário, a Escritura não seria cumprida. O afastamento da verdade por parte de muitos garante não menos do que a de outros que venham a abraçá-la. O excelente caminho da santidade é melhor e mais claramente conhecido pelo fato de que em toda parte se fala contra ele.

 

5. ENCORAJAMENTO MESMO QUE A PIEDADE SEJA DESPREZADA


O fato de que tanto desprezo e reprovação acompanhem a verdade e a prática da piedade em nossos dias, isso não lhe traz dano. Em vez disso, deve ser mais um motivo para fortalecer o cristão em apegar-se ao seu caminho. Isso é porque isso foi predito, é apenas o que os mais excelentes da terra tiveram que lidar em seu tempo. Eles eram estimados como a imundície e a escória do mundo. À verdade nunca ficou sem ataques em nenhuma geração, nem faltou triunfar sobre tais ataques. Às vezes, o maior reprovador foi forçado a fazer uma retratação sobre o que ele zombou. Quando Deus se aproxima em julgamento, os orgulhosos mudam a maneira de falar, especialmente quando confrontados com a terrível aparência da morte. Mas isso também testemunha quão maravilhosa é a religião verdadeira. Ele não perde o peso com aqueles que a conhecem quando está sob a maior nuvem de depreciação e desprezo: pois Cristo ainda é precioso e Seu caminho desejável para aqueles que crêem.

 

6. ENCORAJAMENTO MESMO QUE A MALDADE PROSPERE


O fato de a sentença não ser executada rapidamente contra um mau proceder, torna o mundo mais desesperadamente perverso. Mas isso não é também um selo e confirmação da verdade? É fundamento para ser estabelecido no caminho do Senhor, pois confirma o que a Escritura diz (Eclesiastes 8:11). Podemos ver que um breve indulto da punição não é perdão nem absolvição enquanto se peca para um ajuste posterior. Julgamento adiado, quando acompanhado de endurecimento, ameaça maior julgamento do que uma resposta rápida e imediata. Isso mostra que o julgamento será maior quando vier. De fato, se isso não acontecesse, que o mundo tirasse tanta vantagem em abusar do julgamento tardio, poderia nos fazer questionar a verdade, pois nem uma sílaba dela pode cair no chão, mas todas devem ser cumpridas.

 

7. ENCORAJAMENTO, APESAR DA IMPIEDADE DENTRO DA IGREJA


A grande abundância de impiedade dentro da Igreja é um selo inegável da veracidade das Escrituras e deve ajudar o homem piedoso a manter seu caminho. Isso porque é indiscutivelmente claro que não poderia haver escuridão se não existisse a luz. A loucura não pode existir se não houver sabedoria. Da mesma forma, a santidade excelente é evidentemente conhecida por seu oposto o qual não poderia exister se não fosse mais real em si mesma.

 

8. ENCORAJAMENTO MESMO QUE O ERRO PREVALEÇA


A verdade está grandemente enredada em uma confusão de doutrinas contrárias e incessantemente perseguida pelo erro. É atacada por aqueles adversários que em todas as épocas procuram escurecê-la. Mas isso não pode ser motivo para depreciação contra a verdade ou para a vacilação. Deve fortalecer os piedosos em seu caminho e ajudá-los a se fortalecer quando tiverem as Escrituras cumpridas tão explicitamente diante de seus olhos. O Senhor tornou Seu caminho claro, nem esse abençoado registro da verdade Ele não dá a ninguém motivos para se desviar para caminhos tortuosos. Os próprios homens criaram as nuvens que tendem a obscurecer a verdade. A verdade está em todas as épocas cercada pelo erro, que (quando há alguma revelação mais brilhante dele) irrompe como uma névoa espessa, embora eles nunca possam se unir mais do que ouro e barro. É claro que é inconcebível que o erro pudesse existir se a verdade não tivesse uma certeza e uma realidade. Isso serve para ajudar seu triunfo posterior. As pessoas devem buscar fervorosamente uma sólida persuasão da verdade das Escrituras para que suas almas fiquem sob o poder e autoridade da verdade como a palavra e testemunho do Deus vivo. Isso provaria ser uma cura mais eficaz para a terrível doença do erro na Igreja do que todos os debates da época, embora também tenham um uso especial.

Aqui estão algumas outras maneiras pelas quais isso serve para confirmar a verdade.

(a) Nenhum erro ou falsa doutrina agride a Igreja que não seja oposta e predita nas Escrituras. A Palavra é escrita e dirigida de maneira especial para cada período da Igreja e especialmente adequada também para todas as provações e ataques posteriores. Foi escrita de tal maneira por Aquele que sabia e previu que oposição à Sua verdade encontraria em tempos posteriores. Não há veneno ou corrupção na doutrina que infesta a Igreja que não tenha seu antídoto apropriado fornecido nas Escrituras.

(b) Até mesmo a espantosa profundidade e poder do erro e da ilusão confirmam exatamente o testemunho das Escrituras então confirmado com mais exatidão (2 Pedro 2:17). É espantoso ver como as pessoas enlouquecem ao abraçar as noções mais absurdas. Vemos quão tenazes e violentos eles são quando silenciados com as mais claras manifestações da verdade. É uma forte ilusão e engano (2 Tessalonicenses 2:12).

CONCLUSÃO
O encorajamento apesar do declínio não é fantasia, pois considera-se a realidade da situação. Mas quando vemos as coisas em grande relevo, somos capazes de ver a glória de Deus e Sua verdade de uma maneira mais clara. Nossa confiança não está em nossos próprios recursos ou daqueles que nos rodeiam, mas nAquele que nunca falha. Não é uma maneira de fingir que está tudo bem quando não está, mas sim focar em nossa única esperança. Ele estabeleceu estas circunstâncias por uma razão. Isso dá força e motivação para fazer tudo o que pudermos enquanto podemos para Sua glória.

 

 

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Evidencias Contra Idolatria - Cristianismo Primitivo

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“Somente o cristianismo, depois da destruição do Templo, desenvolveu uma rejeição fundamental do culto sacrifical. Apenas agora, na Carta aos Hebreus, o único sacrifício de Jesus tomou-se a supressão definitiva de todos os outros sacrifícios rituais. Nela, os grupos gentio-cristãos reivindicavam, independentemente do culto da religião-mãe, oferecer tudo aquilo que, de outra forma, um culto na Antiguidade oferecia: certamente eles não tinham nenhum sacerdote sobre a terra; em compensação, porém, tinham um sumo sacerdote no céu. Eles não tinham Templo algum; em contrapartida, tinham um Templo cósmico, que abrangia o céu e a terra. Não tinham nenhum sacrifício, mas, em troca, tinham um sumo sacerdote que se ofereceu por eles, uma vez por todas e, por meio disso, revelou a infrutuosidade de todos os demais sacrifícios. Eles não tinham ídolos, mas, por outro lado, eles adoravam aquele que era a imagem de Deus — um reflexo de sua glória. Em resumo, eles ofereciam tudo aquilo que, segundo a antiga compreensão, uma religião (ou melhor: um culto) realizava — apenas de maneira diferente, melhor e mais perfeita.  também os judeo-cristãos ligaram-se à radical crítica aos sacrifícios depois do ano 70 e, com isso, seguiram adiante, como os demais judeus. Eles sabiam: Jesus havia previsto a destruição do Templo. E isso foi reinterpretado, após sua efetiva destruição, no sentido de que Jesus teria querido preparar o fim do culto sacrifical. Em um evangelho judeo-cristão, Jesus resume assim seu envio, conforme vimos: “Eu vim para suprimir os sacrifícios, e se vós não cessardes de oferecer sacrifícios, a ira não vos abandonará” (EbEv Frg. 6). No mesmo evangelho encontramos, além disso, alusões a vegetarismo, o que provavelmente está em relação com a crítica aos sacrifícios cruentos.”(Gerd Theissen A RELIGIÃO DOS PRIMEIROS CRISTÃOS  Paulus  PAG 196 e 197)

 

 

 

O calcanhar de Aquiles do humanismo Gordon Clark

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O calcanhar de Aquiles do humanismo

Gordon Clark

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A Obra da Cruz

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Marcas Distintas de um Verdadeiro Culto Cristão

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Marcas Distintas de um Verdadeiro Culto Cristão

 



 

“Para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Timóteo 3:15)

 

Temos alguns exemplos no Antigo Testamento do tipo de culto não aceitável, Deus rejeitou o culto e adoração de Caim (Genesis 4:3 a 5) No novo Testamento Judas o irmão do Senhor adverte contra aqueles que entraram pelo caminho de Caim (Judas 1:11) O problema estava também presente no Novo Testamento e com certeza também em nossos dias.

Outro exemplo, Adabe e Abiú que morreram quando apresentaram fogo estranho perante o Senhor (Números 26:61) Mais tarde, Jeremias compara a Palavra de Deus como fogo (Jeremias 23:29) Cristo cumpriu na cruz os sacrifícios da antiga aliança, incensos e fogo para queimar as ofertas cessaram, só o fogo da palavra de Deus deve continuar aceso no culto. Pois a igreja é o candelabro com o fogo aceso, símbolo da lâmpada que ilumina o homem “Lâmpada para os meus é a tua Palavra e luz para meu caminho” (Salmo 119:105) no contexto histórico das Escrituras a luz era produzida pelo fogo aceso.

É necessário que tenhamos discernimento, o único fogo que deve permanecer aceso dentro da igreja verdadeira é o fogo e a luz da Palavra de Deus, a luz que revela o poder, a redenção, a glória e o Senhorio de Cristo. Quando Jesus discorria acerca da Palavra de Deus aos discípulos no caminho de Emaus o coração deles ardeu, estava queimando com a pregação expositiva de Jesus Cristo (Lucas 24:32) O Espírito Santo inspirou (soprou) sobre os hagiógrafos, para que a Palavra de Deus tivesse essa eficácia poderosa. No livro de Apocalipse Jesus identifica a Sua igreja como Castiçais ( Apocalipse 1:20) A função de um castiçal é emitir luz através do fogo produzido por óleo de oliva puro. (Um fogo sem fumaça) que esclarece e não confunde! Símbolo perfeito da Palavra de Deus proclamada pelo poder do Espírito Santo de forma correta e fiel.

A Restauração do culto

Foi Esdras quem iniciou a restauração do culto após o exílio (Esdras 3:1 a 13) também foi estabelecido uma parte fundamental dele, a Palavra de Deus “E Esdras abriu perante a vista de todo o povo, e abrindo-o ele, todo o povo se pôs de pé” (Neemias 8:5)

A reverencia é uma marca distinta, ordem e decência são princípios essenciais que marcam o verdadeiro culto a Deus que deve ser em espírito e em verdade, pois foi o que Jesus ensinou em João 4:23. E deve ser racional (Romanos 12:1) Veja que essa é a procura do Pai Celestial, verdadeiros adoradores que adorem em espírito e em verdade. Deve ser racional, no grego encontramos a palavra “lógikos” de onde se origina a lógica. (oposto a confusão, engano, perturbação, erro, distorção, etc) Em espírito, por ser uma afeição do coração, que tenha seu fluir do homem interior purificado pelo sangue de Cristo, em verdade porque deve ser fundamentado na santificação produzida pela verdade da Palavra: Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (João 17:17) “ Cristo amou a  igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra” (Efésios 5:25 e 26)

Trata-se de um assunto sério, a Palavra de Deus deve ser a parte principal e central do culto, você não deve comportar-se de maneira a atrapalhar a sua proclamação. Homem algum deve ignorar o fato de que será condenado se rejeitar as Palavras de Cristo, se a ouvindo use de desdém e desprezo as Sagradas Escrituras que foram inspiradas por Deus (Veja João 12:48  com II Timóteo 3:16) A bíblia será testemunha contra aqueles que rejeitaram ela.

Reverencia, prudência, paixão, amor, zelo, devem ser marcas distintas de um verdadeiro adorador. “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas, destruindo argumentos e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (II Coríntios 10:4 e 5)

Comporte-se de maneira decente, com ordem e decência como manda as Escrituras “Faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Coríntios 14:40) Uzá não teve respeito as coisas sagradas e morreu (I Samuel 6:7) Uzias não foi autorizado a queimar incenso no lugar mais santo e foi atacado de lepra (Leia II Samuel 26)

Então seja reverente, atencioso, concentrado, com o coração aberto, recebendo a Palavra de Deus, pois assim como o homem biológico necessita do pão físico, o homem espiritual necessita da Palavra que procede da boca de Deus.

 

Conclusão: Caim alterou o sentido da ordem do sacrifício, ele fez isso com desdém, como se fosse algo secular, não havia percepção do nível da sacralidade do ato de adorar a Deus em sua vida, ele tinha tendências malignas e era do maligno, por esse motivo, seu culto era superficial, desordenado, confuso.

Adabe e Abiu apresentaram fogo estranho perante o Senhor, seu fogo era impuro, profano era luz adulterada. Não se iluda, se a Palavra de Deus não é pregada com fidelidade então o pregador está colocando fogo estranho no castiçal que é a igreja, se está pregando engano e heresias, está colocando fogo estranho no castiçal que é a igreja, se está discursando com base em técnicas de retórica para manobrar as pessoas, está colocando fogo estranho no castiçal que é a igreja, se a mensagem não é bíblica e não é cristocentrica, mas egocêntrica e antropocêntrica, é fogo do culto de Caim que o pregador está colocando no castiçal que é a igreja.

O zelo cristão tem um exemplo: os Bereianos (atos 17:11) Receberam a Palavra com toda avidez (Porque era Paulo quem estava pregando e a mensagem dele era sempre Cristo crucificado e a Palavra da cruz) e examinavam todos os dias nas Escrituras para saber se as coisas eram de fato como Paulo tinha anunciado.

 

Autor: Pr C. J. Jacinto

 

Estudo Bíblico/Sermão

Dia 13 de Maio de 2023

Igreja Verdade e Vida – Garopaba SC